Acidente em Santos

 

O acidente no terminal de combustíveis de Santos é apenas a ponta do iceberg da falta de segurança de processo nas nossas indústrias. Um terminal como este, certamente, está na classificação II ou III da NR20, isto quer dizer: risco de médio para elevado. Os pontos nevrálgicos de uma instalação como esta estão na medição de nível dos tanques, na geração de eletricidade estática e no procedimento de carregamento e descarregamento dos caminhões.

A aplicação do Hazop irá definir os pontos prováveis de perda de contenção e o tipo de proteção de acordo com a IEC61508/11. O Hazop irá desafiar toda a estrutura do sistema, principalmente o sistema de manutenção e combate á incêndio, nitidamente problemático na proteção dos tanques durante o sinistro. Este tipo de evento ainda acontece em sistemas onde a prioridade não é a segurança de processo e sim a produtividade e resultado financeiro, pois é muito simples para os níveis de Hazop que temos na Europa (Hazop qualidade SafeIn) fazer este tipo de proteção. Lamentavelmente, ainda vimos estes acidentes consumindo o ativo das empresas, ferindo e contaminando pessoas, rios e a atmosfera por pura falta de conhecimento dos profissionais envolvidos nas operações.