Acidente de Brumadinho

General view from above of a dam owned by Brazilian miner Vale SA that burst, in Brumadinho, Brazil January 25, 2019. REUTERS/Washington Alves

 

O que aconteceu em Brumadinho foi o resultado de deixar decisões de alto impacto na mão de gerentes que administram orçamentos de uma pessoa jurídica como se fosse a sua casa.

Fazem comparações absurdas como “com este valor eu compro uma um carro zero, com este valor do teu orçamento eu compro um condomínio inteiro”, não dando-se conta que estão administrando recursos de milhões e que necessitam de uma visão diferenciada. Outro ponto crucial deste processo é que estes gerentes estão assumindo o risco do dono da empresa (Land Lord) que colocou o risco no local. Os gerentes são contratados para seguir as normas do país e depois as normas da empresa, notificando o dono dos riscos que estão sendo assumidos no dia a dia do processo produtivo. Se o dono não seguir as normas do país, o gerente tem o dever de mostrar os possíveis resultados catastróficos que podem ocorrer por esta atitude e, se não obtiver resultado, deve acionar as autoridades competentes.

As empresas tem que aprender a avaliar os riscos do seu empreendimento e reduzi-los para níveis aceitáveis. Segurança de processo sempre será um ótimo negócio, visto que ela atua sempre na causa dos problemas com investimentos adequados para o negócio. Certamente, com a aplicação do Hazop com cenário SIL em Brumadinho teríamos, no mínimo, a remoção das pessoas da região do desastre e para o meio ambiente seria criado um sistema de contenção adequado. É uma pena que as empresas não estão utilizando as ferramentas existentes para a solução dos seus problemas e correm um risco desnecessário. Todos os gerentes e diretores devem sempre mencionar a seguinte frase quando estão em dúvida se o local está seguro ” Eu colocaria o meu filho/a para trabalhar aqui?”